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te.Atrito na 6ª feira 23 Agosto


 As artimanhas de MÔDÉ-ALI
“As Artimanhas de Môdé-Ali” é um espectáculo que tanto pode ser apresentado numa sala de espectáculos como na rua, ou em outros espaços não convencionais. Pequena história sobre a arte de bem vender e bem enganar, em que está sempre presente a interacção com o público, são suas personagens Môdé-Ali, vendedor de tapetes voadores, Al-Xeringa, seu cúmplice, e Marafad, inocente comprador cuja ambição acaba por ser a sua desgraça. De uma forma cómica e crítica, é retratada a nossa sociedade, cada vez mais consumista e comercialmente agressiva.
 O espectáculo está imbuído do espírito dos contos de fadas e das histórias de mouras encantadas tão presentes no imaginário popular algarvio. As suas personagens se não são mágicas pelo menos esforçam-se por sê-lo, e toda a imoralidade das suas condutas acaba por ser mote para a moral da história: nem tudo o que parece é, sobretudo na hora de comprar…

 Te-Atrito é um grupo de Teatro que assume o papel essencial dos actores nas opções estéticas e na construção das personagens que, por sua vez, vão definindo ensaisticamente a estrutura dramática das cenas. A liberdade criativa dos intérpretes na experimentação colectiva de ideias e textos e a simplificação dos figurinos, cenários e adereços permitem reforçar este propósito de centrar a acção no actor. Criado em Outubro de 2005, é formado por actores, encenadores, dramaturgos, figurinistas – somos tudo isso. Porque estarmos todos e de todas as formas envolvidos no processo criativo não é apenas a sublimação conceptual do teatro pobre. É o teatro possível na liberdade que hoje é possível, com o que isso pode custar. A ti.

FICHA ARTÍSTICA:
Encenação:    Rita Neves
Música e Sonoplastia:     Igor Martins
Interpretação:     André Canário, Laura Pereira e Pedro Monteiro
Operação de Luz:    Tânia Silva
Produção:    te-Atrito

sexta 23 Agosto 21

2 sessões de Teatro_Tomai Lá Do Que É Bom_Contos Eróticos Medievais II

te-Atrito apresenta a peça

"Tomai lá do que é bom"

...Em plena Idade Média, um monge, uma bruxa e um bobo, todos foragidos por heresia ou rebelião, encontram-se e decidem seguir caminho juntos. Para melhor se disfarçarem, fingem ser um grupo ambulante de contadores de histórias.
As histórias que contam nas feira e nos mercadospara toda a gente que as queirra ouvir estão imbuidas de um humor corrosivo e da malícia que caracteriza o "pôr às claras" o que, supostamente, "nem às escondidad se deve dizer". E se nem sempre lhes calha o papel que lhes agrada é certo que se vão vingar na história seguinte. A malquerença sempre provocou insólitas alianças.

Joan Bodel, Giovanni Boccaccio, "Les Fabliaux" e um Anónimo, todos dos séculos XIII e XIV, foram as fontes escolhidas para este espectáculo erótico-cómico...
Devido à temática e ao tipo de linguagem utilizada, por razões burocrático-linguísticas, este espectáculo está classificado para maiores de dezasseis anos.

Interpretado por AndréCanário,  LauraPereira  e  PedroMonteiro

uma Produção de te-Atrito e ARCMusicos


sexta 5 e sáb 6 Julho ás 21:30h

Teatro Musica e Poesia_15 Junho 21:30h

Um espetáculo de Musica, Teatro e Poesia                                                           Sinopse:
   Dois atores percorrem uma antologia poética portuguesa e apresentam textos originais.   Um espetaculo que parte da declamação de POESIA e que, pouco a pouco, incorpora MúSICA e contracena revelando-se numa performance TEATRAL.

Produção, Recolha de textos, Desenho de Luz, Figurinos: TEATRO do SUL
Co-Produção: LIVEJUKEBOX
Texto Original: ROGéRIO CãO
Encenação, Interpretação: ROGéRIO CãO e Pedro Pires Pinto
Sonoplastia: Pedro Pires Pinto
Grafismo: Rute Cabrita

apoios ARCM... Te-Atrito...Sin-Cera e Bode Criativo
sáb 15 Junho 21:30h

Teatro_"O poder dos Carinhos"

sábado 28 Janeiro 16h
O GRUPO Teatro das BOTAS apresenta a peça infantil: 
“O poder dos carinhos"António e Maria vivem felizes na sua terra-natal, com saquinhos de carinhos quentes. Mas a bruxa inventa um plano para vender poções. Só a D. Alegria pode aconselhar o uso do poder dos carinhos. E as crianças arranjam uma solução...
Peças de teatro com interacção em ambiente divertido e uma forma de aprender o que a vida nos pode dar.
Encenação, adaptação e dramaturgia: Cristina Benedita e José Sena 
Música e edição: Cristina Benedita  e Rui Lameira
Cenário e adereços: Teatro das Botas
Elenco: José Sena e Cristina Benedita.
Faixa etária: maiores de 2 anos
"Um pé pequeno dá passo gigante e os projectos encontram o seu caminho empolgante"
fotos aqui

Teatro "Penedo Grande"...


4ªf. 17 Nov. 21:30 
O MARINHEIRO
de Fernando Pessoa
Nota de intenções
Os passos que dou lembram-me a minha alma! Queria eu acordar nesta noite escura a memória da vida, a ausência do tempo, o sonho que recomeça e o dia que parte! São pedaços de nós todos que vão partindo no silêncio! No silêncio do amor e da dor do agora! Uma qualquer morte. Que a paz esteja com ela ,com ele, com a sua família, cá e lá com os seus amigos , cá e lá, e connosco, sim é mesmo isso, precisamos de fazer o encontro connosco! A reunião do silencio comum.
         Nota de encenação
caído o corpo negro a alma aclara-se com igual trajar de branco. Musa tão triste e tão vida charco da memória da água... da vida da árvore afogada de pé sem tempo da morte do passado e do tempo a água só. Induzida na memória pelo som da banheira, o marinheiro na banheira o marinheiro continuando a sua viagem sem porto deixando uma mulher morta vivendo em sua memória de noite uma imagem projectada na água e nos montes do pensamento uma alma consciente da morte do fim de algo, uma mulher que vai descobrindo com o fluir de um sonho a ausência do real uma cabeça que nunca perceberá porque não há relógio nesta noite três corpos dessa mulher que se queda no fim morta num vestido branco suspensa que lhe faz lembrar ela ao marinheiro que sai da saia quando outro dia raia de manhã numa praia de um duche liquidifica-memórias ele parte no ir partindo na procura comum do pão da vida que resta
    "não sei como era o resto... Mal sei como era o resto... Porque haverá mais?..." 
Nota de partida 
porque resta saber porque o Fernando Pessoa mata a alma. O Fernando Pessoa escreve num sábado e num domingo da noite longa... do depois que será sempre o depois e que pertencerá sempre aos marinheiros
claro que sim! mas é no momento da partida que se fala! Fénix viveu os seus dias e noite acho que se quer valorizar mais o despertar do viajante vivo o usufruto do dia, da luz do sol, do visível e do invisível materializados no dia a dia o marinheiro ... e todos nós!
TUDO é possível Se tiveres mais perto do que eu deste momento leva-me contigo...
abraços nos braços e nos silêncios nossos!

Nota de técnicos
Autor FERNANDO PESSOA
Dramaturgia e Encenação, Iluminação e CenografiaRUI INÁCIO
Assistente de Encenação e Operação de Cena, Som e videoDANILA GINÓ
Assistente de Iluminação e operação de luzFERNANDA CAETANO
Assistente CenográficaANA SILVA
Assistente de produçãoEDUARDO MARTINS
Interpretação CÉLIA GINÓ_LISETE MARTINS_MARTA VARGAS
FigurinistaJOANA MELO
Composição Som e Video MAURO AMARAL
Fotografia, Promoção e Registo videoJOSÉ FARIAS

T E A T R O_M U S I C A L... Infantil



...deLiz Pichon, conta a história de uma formiga que um dia decidiu ser igual aos outros animais que conhecia..
Aborda a temática das diferenças entre os animais e os diversos sentimentos, tais como: a auto-confiança, a vaidade, a não-aceitação do “Eu”.

Adaptação e criação de letra/musica pela dupla  Luisa e Lídia do   "Projecto LULI".

fim de tarde de domingo 8 Nov. pelas 17h00





T E A T R O. . . do. . . O P R I M I D O

No Pátio B@r
5ªf dia 16 JULHO ás 22h pelo grupo Átoa
Cidadania Activa_luta pela libertação dos Oprimidos servindo-se do slogan “NÓS ACREDITAMOS NA PAZ, NÃO NA PASSIVIDADE!”
Teatro do Oprimido é um método teatral que reúne Exercícios, Jogos e Técnicas Teatrais elaboradas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal. Os seus principais objetivos são a democratização dos meios de produção teatrais, o acesso das camadas sociais menos favorecidas e a transformação da realidade através do diálogo e do teatro. Ao mesmo tempo, traz toda uma nova técnica para a preparação do actor que tem grande repercussão mundial.

A sua origem remete ao Brasil das décadas de 60 e 70, mas o termo é citado textualmente pela primeira vez na obra Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. Este livro reúne uma série de artigos publicados por Boal entre 1962 e 1973, e pela primeira vez sistematiza o corpo de idéias desse teatrólogo.

Por motivos alheios á nossa vontade este evento foi cancelado será apresentado em breve... AGRADECEMOS a compreenção...

ACÇÃO T E A T R A L Um Acto AMBIENTE de RuiCabrita Um AMBIENTE sonoro do Aires e do LuisConceição A palavra sobre o AMBIENTE do Prof. JoséLouro

... deste evento, sabemos nós que esta É sómente uma pequena mostra do que se faz por cá... a notar que o dia da apresentação neste Espaço Multicooltural será no dia 12 Junho por volta das 21:30 no "Pátio de Letras" & "Pátio B@r" em Faro...


Do alto do muro a vista era ambivalente: De um lado, esperava-o um campo aceso de lajes – AQUI JAZ. ALI JAZ. Um campo de ossos, fotografias e epitáfios, semeados por mensagens de despedida ou saudade e ardentes chamas trémulas. Enquanto do outro se apresentava a cidade: Fantasmagoricamente iluminada pelas luzes indecisas dos candeeiros; guardada pelos cães vadios as gruas de aço. Onde, dentro das casas e edifícios, supostamente deitados sobre colchões e lençóis pestilentos, os peitos dos homens e das mulheres horizontais, cravados de ódios e maledicências, levantavam-se e baixavam-se ao ritmo de inspirações mais ou menos inconscientes. ELES RESPIRAM, PENSOU O AMPUTADO.

Algoz___Guarda prisional. Regista pensamentos e acontecimentos.
Anão___Sofre de mau hálito. É o braço esquerdo do inspector.
Anjo___Ao cair na terra concretiza a sua vontade.
Cão___Vagabundo. Amigo. Não ladra, não morde, não rosna. Preconiza um milagre.
Coveiro___Sofre de conjuntivite crónica. Não sabe rezar.
Escritor___É condenado.
Inspector___Acredita em Deus e exerce o poder que detém.
Inspector-adjunto___Estrábico e praticante de yoga.
Menino___Sofre de uma tosse persistente.
Mulher___Mãe do menino e ex-mulher do algoz.
Peixe___Habita um aquário redondo na casa do algoz. Assiste impávido à mutilação.
Primavera___Estação climática vigente. Transporta chuva e vento.
Velho___Sabe o crime e o milagre. Conhece como ninguém as leis do borboto.



café com arte... na Chaf@rica


Pouco importa se não somos apelidados de Espaço Cultural, apraz-nos dizer que o trabalho não cabe “ao café”, mas se este serve para modificar nem que seja um só pensamento, o de não se deixar aprisionar, então este facto não lhe tira valor nem vigor, antes lhos acrescenta. Nas palavras de Agostinho da Silva “ O espirito afirma-se resistindo às classificações”. O nosso trabalho não vai além de uma tentativa de melhorarmo-nos através de experiências, saberes e conhecimentos que nos são entregues por quem se predispôs a apresenta-los, expandindo assim o saber e os conhecimentos de todo o tipo, podendo em simultâneo melhorar-se, pois a repetição traz atrás de si o melhoramento. O Iluminismo enquadra-se no Séc. XVIII; é conhecido pelo “Séc. das Luzes”, entende-se por luminismo um meio para atingir o progresso. É presença marcante de pares opostos e complementares: despotismo e tolerância; razão e emoção; progresso e tradição; filósofos e anti filósofos; clássicos e românticos; cultura e politica; o respeito do gosto único versus a defesa de inspiração individual e um pensamento que defende as artes mecânicas e os artesãos. Grosso modo predomina a razão e a lógica, a defesa da tolerância e a veemente permuta de ideias e de criações. O centro do conhecimento desloca-se da corte para os cafés, clubes e redações de imprensa política. A “Chafarica”, espaço café com arte é criada mediante dois conceitos: O primeiro incide na exposição tanto quanto possível, no encadeamento dos conhecimentos humanos, a segunda, os princípios gerais de base e os que lhe dão corpo e substância, o negócio em si. Encontramos neste perfil, componentes que são um “reflexo” do Séc. das luzes. Pretendemos deste modo concretizar um sonho, o de trabalhar em algo de que se gosta e que se acredita. A “Chafarica”, um café com arte, pretende tornar-se um lugar de convívio; de tertúlia; de confidência/inconfidência; de reflexão; de crítica; de inconformismo; de discussão… A “Chafarica” como espaço de memória/desmemória; de cultura; de letras; de ciência; de artes; de construção e desconstrução; de encontro e desencontros… A “Chafarica” como lugar de lazer; de conforto; de ócio; de emoção… A “Chafarica” é um espaço de sociabilidade; de convivência entre pessoas. A “Chafarica” pretende vir a ser um espaço onde o individuo inconformado poderá trabalhar-se, seja no individual, seja no coletivo, com todas as suas consequências inerentes daí resultantes para o desenvolvimento social. Somos aprendizes, pretendemos melhorar, partindo do princípio que cada trabalho tem um cariz pedagógico e que este é contínuo, demorado e eterno. … mas a “Chafarica” pretende também ser um simples café, onde chegamos, bebemos e saímos… com vontade de voltar.


Os Cafés como Espaço de convívio e discussão estão a fechar e a empobrecer a memória das cidades.

Os Cafés como Espaço de convívio e discussão estão a fechar e a empobrecer a memória das cidades.
Espaço de Sociabildade de convivência, tiveram um papel crucial no desenvolvimento da consciência colectiva e critica face ás ideologias hegemónicas. Foram históricamente lugares de pensamentos alternativos onde se divulgaram projectos Culturais e Politicos. Os Cafés têm perdido um pouco de centrabilidade cultural perante outros espaços, à custa de um "desenvolvimento perverso" há riqueza e diversidade Cultural que se está a perder, mas não tem que ser assim. Os Cafés não têm necessariamente de desaparecer, transformar (o) Espaço em Café de Espaço Cultural, Eventos recreativos e Lúdicos, são algumas sugestões e acima de tudo recriar novas formas de convívio. Dando assim inicio ao Projecto "Gritando Silênciosamente..."

Nº de Curiosos...

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